um suspiro longo e desprezável de uma jovem boba, leiga de vida

Author: Anna Docha /

pobres infelizes
um sorriso amarelo e um trago de suicídio a longo prazo
jovens, são esses que esperam mais da morte do que prezam pela vida
pobres de alma, de ser
suspirando a cada passo dado
sem busca ou motivos
caminhando rumo ao amanhã...
só uma coisa meio, morta!
meio sem cheiro ou gosto
sem sentido
batendo forte
...

covardia não troca lâmpadas

Author: Anna Docha /





apague a luz!
e eu ainda continuarei aqui
tenha medo do escuro.
foi onde você escondeu o que temeu enfrentar
acenda a luz! a lâmpada sem uso, não está gasta.
eu, as magoas, continuam aqui.




  Anna Docha

[vídeo] Declaração de Amor (Próprio) - Destemido Walace

Author: Anna Docha /



Dica do amigo @frank_london.

devil

Author: Anna Docha /


não é da carne que ele se alimenta, é da alma
posto em frente uma grande janela
observa os dois se seduzindo em belas e elaboradas frases, enquanto se questionam se essas palavras valem alguma coisa
- ah. elas sempre valem. algumas tanto quando excremento, outras... são farpas na pele.
o diabo posto em frente uma grande janela
e o homem com seu sorriso vadio e transluzente de volúpia se aproxima da virgem
o diabo sorri. o baquete está servido
(...)


o homem, com um deus chamado dados "sete e você tira a blusa, três e eu tiro"
para ela uísque, do mais barato possível
e ele licor, é preciso algo doce para enganar essa vida amarga e ácida
e os sentidos não podem ser afetados, não os dele
a virgem com seus 14 anos viu o sangue descer pelas pernas há cerca de dois meses
já é uma mulher?.!
- hahahahaha. tola!
(...)


e agora, freneticamente:
coloca-a contra a parece. aperta até os pulmões, sem ar, forçarem um suspiro intenso. só estou amaciando a carne...
pernas encaixadas na cintura e a boca no pescoço dele. morde até um som, como um gemido, soar entre uma mordida nos lábios e uma boca meia aberta. só estou amaciando a carne...
despidos
e a virgem se lambuza fervorosa e intensamente... numa piscina de pecados
algo novo e deliciosamente indecente aos olhos dela
o homem brinca com os jovens seios, num agora enrugados, daquela que outra hora fora virgem
enquanto a respiração leve e profunda batiza o gozo... talvez arrependido, talvez abençoado
(...)


o homem, não se sabe muito dele, "você é...?" 
foram as primeiras palavras que ele ouviu soarem por entre aqueles lábios ingênuos
e olhando para uma  poça ele questiona "você é...?"
- você é um homem, talvez um cão. com uma corda de luxúria amarrada no pescoço
o diabo posto em frente uma grande janela
o homem posto em frente uma grande poça
(...)


o diabo sempre tem fome



                Anna L. M. Docha

(pros amigos que me inspiraram, com as histórias, taras, e afins...) (é ficção)

(só mais um rascunho)

Author: Anna Docha /

respingos

"velho corvo, jovem homem

veio ao mundo humano, veio em busca
o corvo, não é
sempre falta um fim ou um começo
e nesse meio mundo, e nessa meia vida, e nesse meio ser e nesse meio"
(...)


                    Anna L. M. Docha

virgem

Author: Anna Docha /

um jeito ou outro
a terra te come


isso

Author: Anna Docha /

O girassol nasce com um fado.
Ele gira, gira e gira.
Só quer um lugar ao sol, só busca o sentido disso.


Um dia de cada vez

Author: Anna Docha /

Múmia da cultura chachapoya
Não importa o que você sente. Não importa.
(pode ser) Uma dor tão aguda que cada órgão seu se contorça e te leve ao chão.
(quer um conselho?) Abrace seus joelhos, é tudo que possui.
Engula os sentimentos, olha só, agora mal digeridos.
Talvez tenha mais sorte amanhã.


     Anna Docha

Pungir

Author: Anna Docha /

Uma vontade de existir, ecoa por entre minha estrutura corrompida que começa a fremir.

Me bate forte uma vontade de existir e minha estrutura abalada estremece.
Existir e minha estrutura decaindo.
Sou pó.
                               Anna Docha

E os meus olhos veem e meu corpo sente...

Author: Anna Docha /

...eles em transição, em transcendência e eu aqui utilizando de todos meus membros, órgãos, nervos e peles, em um abraço com a regressão.
Me alimento de saudosismo, de nostalgia.
E me morro de hoje, de futuro.


Anna Docha

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